Das Loucuras (primeiro rabisco de doismiledezoito)


Das Loucuras (primeiro rabisco de doismiledezoito) 

Vem ano novo e adoro – de antemão – ano sim, ano não.
Há lugar melhor para estar – mas sempre haverá! 
Amo anos pares: imagino-me no jogo de pôquer
Com cinco dedos no copo cheio de uísque
E um par de ases na outra mão.

Vamos indo: odoríficos, limpos – Eu e meus deuses nada ululantes...
Chega de alto-falante, nada de nada pensante,
Nada de ser arrogante: “quero que se mate”;
Tampouco ser automático: “auto-falante”.

Quero a vida auto limpante, poucos enfeites na estante,
Muitos livros, muitos mimos e pouco alarde.
Mas para rimar e continuar o debate:
Me faz um chá-mate?

Alguns grilos falantes, pensantes, porém didáticos...
Serão sempre mais bem-vindos – digo amém!
O midiático que se defina, se “auto-intitule” se “auto-afirme”;
E esse texto poderia ter como subtítulo: o não uso do hífen!

Novo ano e mesmo jogo: bolas fora, chutadas na trave,
Alguns gols a favor – e sem cegueira –, outros contra. 
Mas a aposta segue, jamais nunca e nada é sempre tarde.
Convicções à parte: a vida é o enigma do nadar das lontras. 

Lá na linha do horizonte vejo o novo com a cara de ontem;
Noto o desmonte daquilo que já foi inteiro.
É janeiro: novas chances, velhos planos – preto-e-branco e cor;
É maneiro: sou relativista, jazzista, faceiro, sonhador...

Não ouço alarmistas, mas acredito em disco voador.
Abomino fofoca, infiéis e vis marqueteiros.
Há de se separar a joça do trago e o joio do trigo,
Mas há de saber que o umbigo é só um umbigo,
E ninguém é feliz sendo embusteiro.

André Anlub®
(1/1/18)


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