Das Loucuras (’80: garotos não choram e garotas só querem diversão)


Das Loucuras (’80: garotos não choram e garotas só querem diversão)

Não há possibilidade de argumentação,
Saudações à parte, parte do pressuposto existente...
Tudo que foi deixado para ser usado,
Como arma, acabou como desarme da mente.

Desenterrou perspectivas sumárias
Em todas as datas comemorativas;
Organizou suas gavetas e armários
Mas saiu maltrapilho rumo à vida. 

Nova temporada do fiasco dos tempos
Num intento que faz vento às velas.
Novas remelas secas nos olhos esquerdos
Que faz mais importância que qualquer vil mazela.

No poço há água limpa e por sobre o rio sujo a pinguela;
Vidas e peixes bordados em panos e pintados em aquarelas.
O esboço do real guardado nas gavetas
Dos deuses que aguardam o som das trombetas.

Agora há outras possibilidades de prosa
Com um cachorro, um espelho ou um não Eu.
A adequação fez do buraco negro a roça...
Também fez a sombra sobreviver em total breu.

André Anlub®
(5/1/18)

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