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Mostrando postagens de Agosto 22, 2017

Dueto da tarde (LIII - 2/2/15)

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Mendigo dormindo na sua rua, incomoda? Faz lembrar-me da multidão (incluindo Eu) que frequentava o Baixo Gávea e o Baixo Leblon nas quartas e quintas-feiras, fazendo um alvoroço danado, muito barulho até tantas da madrugada, não deixando os moradores dormirem (inclusive os mendigos) e largando bastante lixo no chão.

Dueto da tarde (LIII - 2/2/15)

É assim que acontece: noite, luzes da cidade grande, transeuntes, carros e mendigos sossegam,
Pesadelos abrandados pelo álcool, angústias que recebem tapinhas nas costas, ânsias que deitam pra dormir.
Corpos insanos ao chão, mas é somente mais uma noite comum, que a lua observa de camarote e às vezes chora em chuvas silenciosas.
O passeio dos animais escuros e abstratos é ruidoso e quente como um visco derretido e a boca da desolação tem dentes cariados até as gengivas.
Visão degradante sem “adiante”, sem fim; caça aos elefantes, matança atroz atrás de marfim.
Burro atrás da cenoura, cachorro atrás do rabo. Correr, correr, depois ter a noite assim à…

Mil poemas para Gonçalves Dias

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Fui convidado em 2013 para participar dessa maravilhosa Antologia Poética que culminou em um livrão belíssimo (disponível grátis em e-book**), de capa dura e com uma das mais belas homenagens feitas por diversos poetas, de todas as regiões. Deixei 5 singelos escritos***

*Versão Online: http://issuu.com/leovaz/docs/mil_poemas1a_-_parte_1 

**Convite:
CARTA – CONVITE - MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS

Estimado(a )Poeta, Escritor(a), Artista           
A Comissão Organizadora do Projeto Gonçalves Dias tem a grata satisfação de convidá-lo(a) a participar da grande celebração em homenagem ao nosso ilustre poeta Caxiense/Maranhense/Brasileiro, Antônio Gonçalves  Dias, por ocasião do seu aniversário de 190 anos,  no dia 10 de agosto do ano em curso.

Estamos preparando extensa programação, abrangendo as cidades de São Luís – capital do Maranhão; Caxias (onde o poeta nasceu a 10 de agosto de 1823, no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá, a 14 léguas da Vila de Caxias); e Guimarães (onde  veio a falecer…

Tempo de ser somente si próprio

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Tempo de ser somente si próprio (releitura 2013 - 22/8/17)

Para que e/ou quem escrevemos?
Todo salso suor já “mutou” em tintas:
Infinitos versos que saem da cachola,
Explodem, enlouquecem, colorem
O dito e dúbio mundo “normal”.

Nossas lágrimas salgadas e viscosas...
Podem cair fartas como doce chuva
Dedos serão apontados, dizendo serem águas turvas...
E assim poucos irão querer se banhar.

Sanguessugas da seiva procuram saciar a sede,
Acham-se diamantes raros,
Querem beber vinhos caros
Na taça do Santo Graal.

Seus dedos doidos em riste são flechas,
Fitam a cabeça dos frágeis;
O raso é riso e é o que lhes resta...
É de praxe:
O que não presta sempre alimenta os inábeis. 

Ecoam inseguranças e incertezas travestidas de críticas;
Escoam soberbas as urinas que caem em novos papiros.
Sonham o bem e o mal com o poeta da criação no vazio
Somam o zen e o natural na inspiração como vítima.

Dizem que no cotidiano dos ritmos
É escrita reprimida, intrínseca, seca;
É catarse restrita, amoral e vadia...

Porém é autêntica, toc…