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Mostrando postagens de Junho 17, 2017

Houve um tempo

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Houve um tempo (20/1/15)

Um homem saiu para procuras utópicas longe de pessoas estigmatizadas 
Com tatuagens internas do interesse e da cobiça;
Focou os fulanos que não apontam dedos, vivem livres de julgamentos (amores, famílias, conhecidos – pérfidos); vivem presos a coisas próprias (autoconhecimento).

Houve um tempo que a vida era quente,
Saborosa, bem passada, ou no ponto, ou al dente.

A vida abraçava o fulano, ofertando beijos,
E nesses beijos o vendava;
Ao invés do breu ele assistia a um filme,
Sentia o vento, saboreava vinho,
Vida com ritmo, alegria entorpecente.

Fulano se conhecia muito bem... 
Defeitos – qualidades
Força – fraqueza.
Foi um homem como muitos outros,
Apenas não desistiu, não entregou o jogo.
Cresceu, mas continuou criança,
Seguiu na andança além dos delinquentes.

Fulano gostava dos paradoxos da vida, 
Das antíteses do ser, do estar, do viver;
Gladiava-se com algumas sombrias sombras
Festejava com algumas brancas brumas.

Houve um tempo e esse tempo se foi.
Há o hoje com pintura, com m…

Sábado sóbrio

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Homônimo disse ao Sinônimo: 
- seu redundante!
O Sinônimo rebateu: 
- posso ser prolixo, pleonástico, tautológico, mas não tenho várias caras, rostos, faces...

Aquela fragrância de nova vida,
Da porta aberta do viveiro,
Batia nos orifícios do nariz; como coisa boa...
Fubá fresquinho, coco queimado, doce broa...

Acompanhada por um manacá-de-cheiro.

Ainda vejo mais coerência no classe-média ou rico comunista do que no pobre capitalista.