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Mostrando postagens de Junho 16, 2017

Perdido no espaço

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Perdido no espaço
Viajo por entre galáxias, Centelhas, centenas  De Estrelas cadentes E buracos negros, Na velocidade da luz.
Espelho-me em grandezas, Aonde olhares se vão, No infinito, no belo, bonito, No fim de infindas certezas Inclusas no tempo e na imaginação.
Contudo em disfarce me acho, Me acabo, desfaço, Perdido no espaço, Sem pé nem cabeça E com muita incerteza De um ser que retorna De volta ao chão.
Vejo-me inseguro, sem ano, sem hora, Agouro e agora, tonto em perigo, Meu próprio inimigo, Poeira estelar em um eco obscuro, Anéis de Saturno, Construo um abrigo Em um planeta vazio... Sumo, amo, chamo de...  Meu lar.

Onda só – assaz bela, mas só.

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Onda só – assaz bela, mas só.
De quando em vez é melhor parar de pensar chatices. Na árvore da vida nunca se sabe qual galho segura o fruto, qual está podre e qual segura o fruto e se quebrará em podre. De qualquer maneira se deve adubar sem o adubo dúbio do mais fácil, trivial e raso. O abajur aceso ilumina meu conhecido bloquinho. E as sombras feitas na parede dos objetos que se mexem pelo vento do ventilador desafiam a imaginação. Taparam meus olhos para uma futura surpresa; desataram minhas mãos para os fatos do mundo. Ouvidos voam atrás de boa música e o corpo clama pela sobremesa. Agora não há tempo; não desisto nem do que desisti. Vivo remoendo vis charadas. Há tanta história dentro do prólogo que poderia até parar aqui. Mas vou além, o voo e lotes me aguardam nos vales querendo sociedade. A língua está solta como nunca, a mente tinindo de alegria, e a sensação de nunca ir dormir sozinho. Há mares e meu barco adentrando, meu doce mergulho e minha pescaria; não quero salgar demai…