30 de maio de 2016

Etílico silêncio


Etílico silêncio
(André Anlub - 2/2/12)

Meus silêncios são pendentes dos seus,
Gritam sem som enquanto você não volta.
(as voltas pelos bares, garrafas, copos).

Espero-lhe... 
Madrugadas, mágoas e salmos. 

Minhas revoltas,
Andando pela casa
Marcando o carpete
E os olhos de águas...

Socando pontas de facas
Lembrando-me de épocas.

Amo você... 
Quero-lhe como era 
(abstêmio e calmo).

Sua vida é falência e desgosto,
Pelo menos agora,
Nostalgia desarrumada,
Procurando encosto e gastando saliva. 

E na relva brotam palavras ao vento;
Declama poesia mas não sonha com mais nada. 

Muitos silêncios se atrelam
Aos de nossos rebentos,
Sons de vários momentos
Que por dentro se abafam.

E os mesmos por vários meses e anos 
Falam muito mais que um mar de palavras.

Conquistas dificilmente
Funcionam quando se vai muito além
E extrapola o momento;
Há de se ter bom senso
E dar tempo ao amoldamento.

Pensamento nada vago


Pensamento nada vago

As causas principais de alguns gritos atualmente são justamente o combate ao patriarcado, ao machismo intrínseco e muitas vezes explícito, e a visão de domínio dos homens no mercado de trabalho. Tenho total propriedade dessa visão (pelo menos acho), pois já desconstruí minha vil machidão de criação, e atualmente admito cada passo à frente dado por essas lutadoras até o momento. Até ai tudo bem (para mim); mesmo porque elas não necessitam de minha admissão em nada (tenho plena consciência disso). Ao ver/ler algumas pessoas não querendo a cumplicidade, quiçá o “dedão de positivo” em riste e, muitas vezes, sequer a presença masculina nas lutas, chego a uma triste bifurcação: ¿ já que sou excluído devo simplesmente continuar vivendo minha vida tratando todos com respeito e sem discriminação, sendo um homem que acerta e erra muito, tem visão e cabeça amplas, aceita as qualidades e defeitos alheios... mas mesmo assim ter que olhar com indiferença para uma certa causa? – Ou devo procurar outro movimento, com menos radicalismos, com mais flexibilidade (não na luta), em que me encaixe, seja aceito e possa contribuir? Tenho como princípio a comprovação de que toda ajuda é valida. Muitos homens acordam tendo que provar sua masculinidade ao longo do dia; foram criados assim e sequer sabem que são machistas, "apenas" vivem, regam – semeiam, repassam e ecoam o machismo. Quando se tira o homem da luta, tira-se também a possibilidade dele desconstruir esse pensamento atrasado e atravancado; tira-se dele a possibilidade de mostrar o caminho aos amigos, aos filhos e afins, e mostrar/admitir/repassar que há como coexistir sem oprimir e ser oprimido. 

André Anlub

29 de maio de 2016

Sonhei com o Tibet

A tal da saudade
(André Anlub - 12/2/11)

De todos os sons
Nada mais valia;
Meu rock, meu jazz,
O doce do blues,
Nem qualquer feitiçaria.
Minha cara metade,
Cálida mulher,
Jardim de vida:
Ação – amor – afeição,
Motor propulsor
E motivação...
Fiel agasalho – elixir,
Sua voz é pronuncia,
Mel – música,
Que não canso de ouvir.

Sonhei com o Tibet
(André Anlub - 30/3/13)

Por vezes penso em puxar a tomada,
Desligar-me de tudo,
Raspar a cabeça,
Limpar a consciência
E ir atrás da paz interior.

Sonhei com o Tibet!
E pra quebrar o tabu,
Sem quebrar a tíbia:
Vou tocar tuba, dentro de uma taba,
Deitado em uma tumba.
Descansando aqui no meu banco de pedra
Iluminado pela lua cheia
Que disputa importância com o poste de luz...

Novamente, bloco e caneta nas mãos
E um pouquinho de inspiração.

Tenho a sensação estranha
De estar tendo uma experiência
Tipo extracorpóreo.

Os cães latem ao longe
E pra longe se desloca meu pensamento...
Logo logo eu volto. (pelo menos a carcaça)

A vida pode ser farpa entre unha e carne
Um bambu que se enverga com o vento que varre
Ou estrelas que brigam com o raiar de um dia.

Encontra-se num orbe longínquo,
Meu ego prófugo e inútil,
Degredado pela poesia,
Encalçado pela humildade,
Pois sendo maior de idade,
Bateu em retirada
Ferido e cansado da vida.

Excelente domingo!

O Spotify declarou o seu apoio à campanha #EstuproNãoÉCulpaDaVítima e lançou essa playlist. 

Leia o título das músicas na ordem e entenda a mensagem!

28 de maio de 2016

Ótima tarde!




Sonhos de madeira - Sonhos envergados como bambu, enigmas do cérebro, guri e pião; momentos que se quebram em compasso. Sonhos - tempos elusivos; loucos, parcos e incisivos... rasgo na normalidade; despenca do penhasco e nunca toca o chão. No mar revolto e escuro, em um barco ou não, fugindo do medo e das grandes ondas que surgem. Correndo e preso na inércia, selvas de matos fechados, chão de galhos molhados em cenários de árvores que pungem. Sou ser de reflexão sonhando acordado, queimando lenhas das madeiras de lei e esculpindo lendas das maneiras que sei. Sei que somos todos – em sonhos – filhos de carpinteiro.

Nossos Olhos (haja idiossincrasia)


Nossos Olhos (haja idiossincrasia)

Nossos olhos em trocas - Na prévia sem privo. Vai os braços em direção aos contornos do corpo; toda a beleza; sobem, descem, revezam-se e em uma dança dionisíaca se sentem sortudos... E são! Velhos tempos de conquistas, novos tempos de colheitas... sujas e limpas mãos! Ontem mel de abelha, hoje doce de melado... E a colmeia ilesa. A fruta no pé - pé descalço no chão; céu azul como outro dia, dia com a ‘cuca fria’, chá quente, cheiro de pão. Havia mais na procura, deixamos assim pois assim está perfeito; cheiros instigantes, drinks elaborados e a observação de casais à beira mar... Enamorados. Lua em breve ilustrará o cenário, deixará seu brilho nos amores, nas areias e no mar... E, quiçá, aos nossos olhos incendeia. (Tragam vozes e resmas, versos e temas, porque meu amor pela praia passeia; na orelha uma açucena, emoção é plena, o coração está sereno e o olhar está sereia.)

Ótimo sabadão


Acontece uma descontrolada mandinga
Que o mundo se apega.
É doideira querer que o bicho pegue,
E ele pega...
Agora se espera não mais,
Nunca mais,

Sentir o corpo rua abaixo descer.

Armageddon
(André Anlub - 3/4/09)

Nunca um céu se fez de feio,
Nunca houve uma cor de fogo.

Muitos galopes se ouviam à distância,
Eram quatro homens ao todo.

Ventos fortes surgiram num estalo,
Tsunamis do além.

O mundo esvaindo-se para o ralo,
Uns orando para outrem.

O pecado vindo à tona,
Abandono dos vinténs.

Correria, fogo e ferro,
Almas perdidas vagueiam.
Feridas se abrem
E o belo se faz feio.

A tristeza que invade,
O fim não está próximo
Já chegou e fez moradia.

O dia não mais existe...
Faces de melancolia.

Cães sem dono vagando nos destroços,
Idosos tentando se equilibrar.
Pessoas fazendo menções aos mortos
E cogumelos de podridão a brotar.

Uns saqueavam o comércio,
Outros deixavam para lá.

Olhos ficando cegos,
Elos a se quebrar.

Todos no mundo são réus,
A bola se partindo em duas;
Os cavaleiros sorrindo no céu,
Sempre acha quem procura.

27 de maio de 2016

Só o sol é feliz sozinho


Só o sol é feliz sozinho
(André Anlub - 14/6/13)

Quero voar, mas não ver tudo de cima,
Gosto de ver de dentro, todos abraçados ao vento,
Dentro do sorriso de lua minguante.
Quero o olhar de cão manso, 
Quando quer entender o homem,
Pois desde quando me entendo por gente,
Só compreendo o mar batendo no corpo.

É sim, se encara de pé e de frente,
Com absoluta fé no abc do amor.

As conquistas estão por aí,
Do seu jeito, cada uma,
Nas qualidades, nos defeitos,
Confrontando com os rubros e anjos.

Cada passo de cada vez,
E sempre, e firme, e forte.

A mão da paixão que toca,
Vai arranhando e colorindo corações,
Deixando a voz rala e turva,
Mas com a excelência de um fulgor,
Que vai esculpindo emoções.

Mas não é o amor que fala?
No que valha do tempo,
O gozar dos momentos,
Pois o mesmo cala diante de si,
E assim é agrado e é sagrado
Vendo o sol viver feliz solitário.

26 de maio de 2016

(sem título)


Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher (ONU Mulheres Brasil)

(releituras de mim)

Falam de bailarinas,
De estrelas cadentes e flores.

Falam de amores,
De destinos, esquinas,
Borboletas e odores.

Mas poucos falam do artista,
Em seu mergulho no meio,
Sem medo e sem freio,
Num oceano de caos.

E ao unir os extremos,
Teremos, sem pressa,
A composição de um poeta,
Que beija na cópula,
O corpo e a alma
Do bem e do mal.

Ficaríamos a eternidade,
Ponderaríamos em múltiplos dialetos: 
Esperanto, mimica, outra louca,
Canto dos anjos, sinais de fumaça,
Em puras línguas e raças,
Dos baldios ou espertos
Até além da imortalidade.

Mas salivas não seriam gastas à toa,
Expondo as qualidades extremas
Da força da inteligência,
O poder do ventre e da cria
Ecoando ao vento e ao sempre.

A voz que nunca é pendente,
Nesse momento presente
Agarra a unhas e dentes
O direito de expor ao planeta
O que das mulheres pertence.

André Anlub

25 de maio de 2016

25 de Maio - Dia Nacional da Adoção

"Adoção é acreditar que o amor é mais forte que o destino" (Lidia Weber)

Memórias da Guerra



Memórias da Guerra
(André Anlub - 19/4/11)

Em meio a fumaça cinza com um toque avermelhado,
Embaixo de um céu que é testemunha:

Vejo ferros retorcidos, destroços,
Corações calados, que gritam...
Vejo o tempo congelado.

Em meio às ruas esburacadas
Vejo pertences abandonados (abrigos)
Vejo um rio frio...

Rio de cartuchos que tiveram seus projéteis deflagrados,
Todos com nomes - objetivos
Calar um peito inimigo,
Um corpo latente a ser alcançado,
Silenciando-o e roubando-lhe sonhos.

Como o corte de uma navalha,
Como quem tira o doce de uma criança,
Como quem tira o amor e a esperança,
Em troca de uma medalha.

Ainda bem que ninguém taxou de domínio
Pois com o meu cheiro, marquei o terreno
Mostrei os caninos ao meu cruel inimigo
Dediquei-me na íntegra a ser feliz ao extremo.

Foto: Tronco de cajazeira esculpido por mim; madeira resistente, dura, pesada, de mais ou menos 150kg, medindo 110cm extensão por 30cm de circunferência. Detalhe da rolha na lateral que fecha a 'cápsula do tempo': Anotações, fotos, rascunhos e um cartão de memória SD



24 de maio de 2016

Antologia 'Viver de Poesia'

Chegou a Antologia "Viver de Poesia" do Beco Dos Poetas, a qual eu e os amigos do Beco fazemos parte. A capa está fantástica, enigmática e metafórica, e o conteúdo tenho certeza que também está show de bola. Meu abraço aos amigos.


Com o perdão que outrora não conhecia, aprendi a amar, ser feliz
E saciar quem me sacia; aprendi a controlar minha raiva, doar-me mais,
E cobrar menos; aprendi a ser moderno amando o eterno,
Aprendi que serei sempre aprendiz.

Aves que voam no além-mar, sentindo a salinidade existente, liberdade de tocar a epiderme da vida; aves migratórias de voos extensos que atravessam continentes com suas asas enérgicas; 
A brisa é sua amiga e confidente. O homem aqui embaixo, plantado! - confinado na inveja.

A taça fina que ao rodar do dedo canta; ouço o som mais doce e apaixonado. Junto ao seu cálice que me acompanha: 
- fecho os olhos, embarco e me entrego.

Uma linda nebulosa me persuade, fico com receio de satisfazer meu arroubo; 
Mas meus pés nesse solo quente que arde, não consegue permanecer sem meu voo.

A vida pode ser farpa entre unha e carne, um bambu que não quebra com o vento que varre, ou estrelas que brigam com o raiar de um dia.

Ponderações “nas internas VI”



Ponderações 'nas internas'

A Mentira de pernas curtas, médias, longas, maratonista ou lerda, um dia se enfastia e acaba sendo alcançada.

Posso ser um hipócrita ou, talvez, um louco, mas tenho uma enorme fé; admiro o Budismo como filosofia e chego "bem próximo" do Deísmo como 'religião'; mas nem um tanto o outro interferem nas minhas escolhas (podem até interferir nas minhas opções), faço o que acho certo - sem pisar nos outros -, sem medo de castigos ou "infernos".

Vogo, envergo, vejo e vivo em excelência quando tu estacionas teu pensar vago na vagabunda vaga da minha essência. 

Já se foi o pássaro por entre os coqueiros e a maresia...
Deixando um dedo apontado ao infinito junto ao sorriso no rosto da menina.

O sol está sempre penteado, perfumado, bem vestido... 
Também cortês, fotogênico e amigo;
Ao se pôr, diz: “Jusqu'à demain, bonne nuit!”

O sol por detrás dos negrumes ilumina as colinas mais altas... justamente onde o amor não faz falta.

Não quero paixão egoísta, profunda feita poça de chuva fina, nem paixão quente feito água que o bacalhau se banha; a paixão que quero deixou pista:
Muito beija, muito afaga, não apanha e não amarga... 
É brincadeira de criança...  pera, uva, maça e salada mista.

Aquela gota corriqueira que pinga da torneira é como minha lágrima, amiga, salgada, Temperando meus lábios nesses dias sedentos, pelas lembranças e vazios momentos... sem você.

Vou-me para Pasárgada, recado para o Manoel? 
Levarei vinho e resma para grafarmos na mesma
Poesias inebriadas.

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.