Voo entre terra e céu, sonho q crio na escrita Lua q derrama no papel, Sol q desbanca na tinta

Instagram
Estou no Instagram - tem poesia por lá

Navegue no site ouvindo um som:

26 de julho de 2016

Balé dos estorninhos


Amizade verdadeira é amor incondicional;
não há doença, política, vício, idealismo,
‘serviço’ ou crença que destrua a tal.

Balé dos estorninhos
(André Anlub - 14/10/13)

Vá falar aos quatro cantos desse enorme mundo vadio,
Fale logo, vá!
Fale aos ouvidos trancafiados, cimentados e mal acostumados.
Grite com todo o pulmão, todas as forças,
Até se esvair o ar.

E aquela velha inocência descabida? 
Deixe-a ir:
Já estava sufocada com sua maturidade,
Com seu desenvolvimento e sucesso,
Com o balé dos estorninhos.

Os passos largos, de gigantes dinossauros, são seus;
As impurezas das palavras impensáveis nunca existiram;
O seu barco naufragado é passado, ou pode até ter sido um sonho;
Ria, pois com o mar é casada e vive à vontade com os golfinhos.

E agora rebobinou sua idade ao azul bem vasto,
Fixado no fundo da sua íris.
Poderá observar os loucos abutres
Que voam por cima de um extenso deserto
Deixando a sombra de rastro,
Com a sede e a fome,
Que os escoltam de perto.

A sedução existe em várias formas...
A diplomática será sempre a mais fascinante.

De ínfima palavra é feita o amor...
Não tem vírgulas, pontos, nem mistério no ar.
Não é soneto ou acróstico - trova ou cordel.
Não há essência ou engano - acertar ou errar.
Não há contras nem prós...
É somente, e tão somente, “nós”.

Meus versos são libertos,
Não há musa nem mordaça
Nem há alvo que se faça;
Às vezes eles voam
E são de quem os pega,
São de quem os abraça.

25 de julho de 2016

Ótimo final de tarde aos amigos

“Medo de ser feliz”
Isso não é verossímil,
Pois não existe o invencível.
Se a tristeza persiste,
Me persegue e não desiste...
Ponho meu dedo em riste, 
Pois se é preciso temer algo...
Tenho medo é de ser triste.

Bloquinho de papel de pão
(22/3/14)

Viagens na forma e na cor,
De contornos vê-se a alvura das nuvens 
E o livre leve nacarado da flor.

Esparramando nas entranhas,
Eis entranhas que fulgem:
De paixão e luz tamanhas
Que aqui e ali nomeamos de amor.

Sonhos que voam e pousam num flash,
Longínquas dimensões são transpostas
Nos pífanos porretas do agreste.

Segurando um ínfimo lápis mal apontado,
Com a borracha aos pedaços no outro extremo
- Desenha a clave de sol - escreve um belo soneto
Num papel de pão amarelado.

II
Mesmo que anjos tenham umbigo

Mudei de século, moldei o crédulo
E passei a sonhar com as Valquírias;
Vi um mundo sem máscaras, sem muita diplomacia.
Eis as tardes que caem, afogadas em grandes bacias; 
Eis as mães com suas filhas, fazendo de alvo o profícuo.

Delineei o passado no caso mais que perdido;
Etiquetei os bandidos ao som de música clássica.
Para um espanto em vão, bandeiras viram fogueiras
E as duras madeiras da/de lei amarrotam o nosso irmão.

As fidúcias rasteiras, já velhas, trapos manchados,
Silenciam os zangados servindo de panos de chão.
No auge da contradição
Os ouvidos não ficam entupidos,
Ecoam os belos grunhidos
Do cão são da imaginação.

Eis o século moderno de horizontes pintados
Em pergaminhos eternos e jovens audaciosos e belos:
Nos banquetes e nos sovacos as baguetes.

Haverá um menino e tornar-se-á bem sabido
Verá tudo se repetindo 
(sem dono o umbigo quer briga).

Sorridente, indiferente, alcunha de sobrevivente,
Sentará na praça jogando milhos pras garças 
(o umbigo no meio da barriga)

24 de julho de 2016

Fulano, Sicrano, Beltrano


Fulano passou quase o baile todo perturbando as meninas... era tal de “não” aqui, “não” acolá; o “não” ecoava pelo salão.
Faltando dez minutos para acabar o festejo ele levanta e brada: Sempre fui um defensor atroz do celibato. (21/10/14)

Sicrano disse que iria votar num tal deputado que prometeu a ele dez quilos de carne... Colocou o n° do político, tirou a foto para provar seu voto e cancelou. Outro candidato concorrente do primeiro lhe prometeu quatro engradados de cerveja...
Sicrano seguiu o mesmo raciocínio anterior, e assim o fez com mais uma penca de candidatos... Sicrano garantiu seu churrasco de domingo com fartura, e ainda chamou muitos amigos. Ah, e como não gostava de nenhum dos candidatos... no final votou em branco. (5/10/14)

Beltrano vivia dizendo:
- Não publique, guarde suas ideias ou as coloque em efêmeras redes sociais; é besteira publicar, pois seu livro ficará enfeitando estantes e só parentes vão comprá-lo; você vai se decepcionar ao publicar seu livro... 
Beltrano pode até não ser um bom escritor, mas entende bem de negócios, pois já estava no seu 8° livro publicado! (22/9/14)

23 de julho de 2016

Concurso Pague Menos

É hoje a transmissão ao vivo, às 16 hs, do 5° Concurso Literário Pague Menos - Clique Aqui! - (no final da página).

O concurso é de nivel Nacional. Estou entre os 100 primeiros e participo do livro com direito a exemplares e certificado.

22 de julho de 2016

[sem título]

A Você    
(André Anlub - 4/5/08)

A você dedico meu tempo,
Termino meu verso,
Estampo meu cansaço no corpo e na alma;
Desperdiço meu sangue que já é pouco.
Choro muitas vezes por um sorriso,
Outras por nada.
Abaixo a cabeça,
Me calo, me inclino,
Reverencio,
Aceito.

Super Simples

Meu rabisco em um poste em MS (projeto Poste Poesia)

Super Simples
(André Anlub - 16/11/12)

Quero só proferir palavras agradáveis,
Não a expondo ao risco de ouvir injustiças
Por decorrência de eu não ter o que dizer.

Quero realizar suas íntimas fantasias,
Ter e ser suas boas e más manias,
Só pelo fato de assim poder ser sua área de lazer.

Quero que possa contar sempre comigo,
Ser sua labuta e seu domingo,
Ou até ficar bem longe... É só querer.

Quero carregá-la suavemente no colo,
Poupando-a de gastar prévia energia,
Em direção ao seu quarto de prazer...

E, no entanto, mesmo que eu não seja suficiente,
Que falte sal ou que falte açúcar,
Que falte o ínfimo arrepio na nuca,
Sempre a deixarei livre para fazer o que bem entender.

21 de julho de 2016

Imensurável poeta


Imensurável poeta
(André Anlub - 03/12/13)

Vem o brilho em sonetos, sonoros versos
Excesso em talento, boteco e afeto.
Vem à letra na essência expondo a maravilha
Na trilha do fulgor, garota de Ipanema.

Surgem poemas libertinos, divertido menino
Há partituras com antigos - novos amigos.
Surgem emoções que fervem no imo
E no pacto da vida - do cego ao lince.

Imensurável Marcus Vinícius
Escrevia o rito e o reto em tortas linhas.
Poetinha, poeta, escritor de aço
Compositor, dramaturgo
Diplomata, jornalista.

Foi-se a chama, ficou o legado
Engrenado em livros de poesia viva.

Há o eco em noites que a leitura cura
Há doce loucura de um imortal amado.

(texto para o projeto “Mil poemas a Vinicius de Moraes”)

Paz e Amor

Domingo de lábia ou grito, na cruz ou no bingo? 
Que nada - que sina! Esse é sol, praia ou piscina!

Sonhei com o dia que estreou a nova fase da lua, feita com calma e cuidado só para os apaixonados; Ela tornava-se duas, duas metades encantadoras,
Sempre perto uma da outra assim(como um casal). 
Cada qual com sua importância, influenciando nas vidas e refletindo a luz do astro rei.

Quem será o guardião desse coração tão intenso, raro e quente? 
A verdade mostra pra que veio, o ópio evapora na veia, surge a sorte pisando na morte e tornando o instante perfeito.

Paz e amor
(28/8/12)

Minha paz...
Procurei minha paz
Em meu norte,
E com sorte
Achei muito mais.

Minha paz é colosso, forte,
Muito além que presente
É minha paz.

Uma paz revolucionária
Conquistada na infância,
Na elegância das brincadeiras,
Mas jamais imaginária.

Mas essa paz
Na própria paz se perdeu,
Se foi,
Arremeteu...

Era imortal, mas acabou,
Não tinha fim, mas morreu.

E no enterro da paz,
No “aqui jaz” do bem querer...
Jamais irei saber
Se a paz é (ou não)
Você quem faz.

E meu amor...
Procurei meu amor em todos os cantos,
De Botafogo ao Catete,
Em baixo do tapete
E até em outros planos.
Procurei na nostalgia,
Na felicidade, magia,
Na inenarrável emoção
E só achei desilusão
Com o criador e sua cria.
Onde estará?
- Do outro lado de uma falésia que se erguia...
O que sacia o coração?
Amor: gigante nunca encolheu,
Estacionou no apogeu,
Mas se arriscou e cansou!
O que sobrou o vento levou
E azedou o mel...


- Já que azedou, vou largar o verbo,
Malhar o prego e vomitar marimbondos:

Existem três grupos distintos de povo;
Dividem-se em 40% de pessoas que não se importam com o bem-estar alheio, com a fome, saneamento básico e a ascensão dos mais pobres; Outros 40% fingem que se importam e 20% realmente se importam...
Nesse último só 10% fazem algo a respeito.

20 de julho de 2016

Ótima tarde de quarta!

"Michael J. Fox está com 55 anos e, há 25, foi diagnosticado com o Mal de Parkinson, doença degenerativa que afeta os movimentos, causa tremores e, pelo menos até agora, não tem cura. Nada disso impediu que ele reproduzisse os acordes de guitarra em seu momento mais clássico no cinema: a cena com a música “Johnny B. Goode” no filme De Volta para o Futuro, de 1985. E não foi em um vídeo editado, em ambiente controlado. Foi ao vivo, em Nova York, no palco de um show do Coldplay, uma das maiores bandas de rock da atualidade.

A participação foi um pedido de Moses, filho de Chris Martin, líder da banda, com a atriz Gwyneth Paltrow. Ele aparece no telão pedindo para o pai tocar “uma música de nosso filme favorito, ‘De Volta para o Futuro'”. Chris Martin, ao violão, começa a tocar “Earth Angel”, uma baladinha que Marty McFly, personagem de Michael J. Fox, toca antes de introduzir o rock n’roll aos humanos do passado (se você não viu o filme, pare tudo para sempre até acabar de ver, por favor). Depois, Martin introduz seu convidado especial: “Senhoras e senhores, direto do melhor filme de todos os tempos, por favor recebam o senhor Michael J. Fox.”

Fox entra no palco e toca a balada até o fim com o resto da banda. Mas faltava o gran finale. Chris Martin, então, anuncia “Johnny B. Goode” e o eterno Marty McFly faz até a parte dos solos de Chuck Berry, compositor da música e inventor do rock. É perfeito? É sim, é perfeito. Dane-se a técnica. Chris Martin agradece ao convidado no fim da performance: “Nosso sonho se tornou realidade. Obrigado, Michael. Que cara sensacional, sensacional, sensacional.” Veja, abaixo, esse momento histórico e nostálgico de superação e muito rock n’roll."

Inocente e réu


Inocente e réu
(André Anlub - 21/12/10)

Andei por caminhos difíceis
(sombrios e íngremes)
Descobri a esperança e o renovar de cada andança
(caridades e crimes)
Peregrinando e observando no caminho
Pássaros que vão e vem
E seus gravetos nos bicos.
Lembro-me de outras épocas,
Ninhos de cantos e gemidos...
Vida de baixos e apogeus.
Ah! sinto saudade, sinto o perdão que outrora não conhecia. Aprendi durante esses anos vividos
A amar e saciar a quem me sacia.
Aprendi a doar-me mais e cobrar menos,
Ser moderno amando o eterno e ser bom aprendiz.
Aprendi a conter minha raiva, ter paciência,
Pisar em ovos e passar feliz.
Nesse caminho, sob a luz da lua, declamo mansinho os Versos teus... 
O vento mexe as margaridas
Campos de trigo - minha vida (baú de amigos).
Em outra vida devo ter sido rei, 
Talvez um nobre, 
Bobo da corte ou um plebeu.
(de nada importa!)
Na paisagem de tua janela, de frente ao lago, o pôr do sol.
E no crepúsculo, ouvindo os sapos, os violinos, clave de sol.
Sinto o toque divino no verde e no azul piscina do céu,
Vejo que ainda sou menino e sou desde pequeno
Inocente e réu.

18 de julho de 2016

Etílico silêncio


Conquistas dificilmente
Funcionam quando se vai muito além
E extrapola o momento;
Há de se ter bom senso
E dar tempo ao amoldamento.

Etílico silêncio (2/2/12)

Meus silêncios são pendentes dos seus,
Gritam sem som enquanto você não volta.
(as voltas pelos bares, garrafas, copos).

Espero-lhe... 
Madrugadas, mágoas e salmos. 

Minhas revoltas,
Andando pela casa
Marcando o carpete
E os olhos de águas...

Socando pontas de facas
Lembrando-me de épocas.

Amo você... 
Quero-lhe como era 
(abstêmio e calmo).

Sua vida é falência e desgosto,
Pelo menos agora,
Nostalgia desarrumada,
Procurando encosto e gastando saliva. 

E na relva brotam palavras ao vento;
Declama poesia mas não sonha com mais nada. 

Muitos silêncios se atrelam
Aos de nossos rebentos,
Sons de vários momentos
Que por dentro se abafam.

E os mesmos por vários meses e anos 
Falam muito mais que um mar de palavras.

Princípio e fim

Princípio e fim            
(André Anlub - 2/2/15)

Percebem-se as letras ao vento, fermento dos versos no intento;
Na mescla que move à fantasia – lamúria e luxúria dos dias.
Diga-se de passagem: a paisagem pairou na barriga dele (grávido),
Pariu na paragem mais certa e reta – cerne que outrora tardava.

Faz-se poesia – fez-se cria – faz-se o poeta (ávido),
Criou-se a meta na metalinguagem em espectros.
Assombrando os muitos herméticos heréticos espertos
E espetando os pedantes pedintes descalços moleques.

Ao céu o seu mais lindo e redondo sol brilhante (enérgico),
Diamante dos dotes de deuses de doutrinas de histórias;
Ao léu as asas cresceram, veio no veio inspiração e sorrisos,
Ao velho ao novo ao menino – porta de início de índio de íngreme.

Prepara-se o leito quente – seio da mãe – leite materno,
Cobiçando o menino vadio, forte e inteligente (frenético),
As letras são o “norte”, coreógrafas convidando ao passeio (imagético),
Sem freio, meio – principio – confins sem fim.
                                  
Não nasci cá, nem acolá, nem além ou aquém; sou melhor e pior que ninguém. Vivo o amor e a arte, assim sou do mundo, quiçá limpo ou imundo... mas de nenhuma parte. 

Quando se lida com a vida alheia o erro quase sempre é perigoso, mas não raro! Quando lidamos com nossa própria vida temos a tendência de achar que o erro é raro. Isso o torna tão, ou mais, perigoso.

Livro, música e café são três vícios, ente tantos outros, que atualmente sobressaem no meu corriqueiro.

Confio mais em leões com a barriga vazia do que em certos homens de barriga cheia.

Café e sucos bebo feliz amargos; pessoas vis tenho dificuldade em digerir.

Tenho enorme admiração e extremo respeito com quem é feliz – realizado – pleno com pouco dinheiro.

17 de julho de 2016

[sem título]

Ao menos um vento traz a verdade, 
segredo de algum guerreiro antigo. 
No céu o azul mais novo e amigo, 
que exprime a valentia de apenas ser admirado. 
Assim passou o dia, 
deixando só a memória de mais um belo momento; 
fica a saudade e o lamento, 
fica o saber da busca e a brisa... 
Mas também por pouco tempo. 

---- x ---

Ao ver teu choro
da fumaça danada
senti-me com uma facada
uma dor aguda nos ossos
na alma e no peito.
Nos olhos as pupilas dilatam
e na lata, o vermelhidão do sem jeito...
Pela carência do ar da armada
e a dúbia imposição do respeito.

--- x ---

Amo ver-te
nua em sedução
onde passeia minha paixão
que toca tua alma faceira
beleza que tonteia

minha cálida e pálida visão.

--- x ---

As pegadas são honestas
prolixas, mas reais.
Nas folias que me aceitei de palhaço
no meu coração ficaram dois traços
um xis de açúcar e sal.
Já foi, é ou será cedo
assumindo tal culpa, nesse sol nascendo.
Admito: estou envergonhado

e avermelhado com tamanha beleza.

--- x ---

Boa Noticia (fragmento)

Invadi o campo inimigo
fui render e ser rendido
sem a menor cerimonia
sem medo do sentimento
sem convite, sem umbigo.

As veias não mais enferrujam
o óleo quente e doce do sangue
passeia, dando alimento ao corpo
dando luz à vida
e adoçando a alma.

André Anlub®
(10/04/13)