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Biografia quase completa: André Anlub é escritor, autor de sete livros: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos, em março de 2015 lançou Puro Osso – duzentos escritos de paixão e o livro de duetos A Luz e o Diamante, todos pelo Clube de Autores; em novembro de 2015 lançou o livro em trio “ABC tríade poética” pela PerSe e em setembro de 2017 lançou Gaveta de Cima - versos seletos, patrocinado pela Editora Darda.  Como coautor participei em mais de 85 Antologias Poéticas em papel e mais de 20 em e-book. 
• Técnico em Prótese Dentária formado pela SPDERJ. • Artista Plástico com obra no Acervo Permanente do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Bahia. • Membro N°55, escritor e conselheiro da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele (RS) • Consultor pela Editora Becalete.
Academias: • Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) Cadeira N° 95 • Mem…

Hakuna Matata

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De toda a imensidão do planeta Só quero estar nesse mar belo De iemanjá, Iracema, Otelo. Mar de perfeitos sonhos Folclores, tesouros e viços Dos nautas, vikings, corsários Navegadores fenícios. Mar de amores lendários Imaginários, antigos Concretos, ambíguos De interminável poesia Que em toda alma habita.
Faço do meu Deus o alter ego da minha consciência.
Hakuna Matata
Temos nossos gritos de guerra Uns saem com veemência, do âmago, e atinge altas altitudes Outros são soturnos, mas nem por isso tem menos força Cada qual depende das pessoas e suas vicissitudes. A cobrança exacerbada e permanente que passamos na nossa vida Algumas portas que não se abrem e algumas estradas sem saída... Fazem cada vez mais ser comum a convivência com tais gritos. Quem nunca sentiu aquela imensa vontade gritar bem alto... A cada lágrima de amor que cai em insistência... Cada punho cerrado de raiva por um calote que levamos... Os inúmeros deboches estampados na cara da vida... Mesmo sabendo que tudo é intr…

Das Loucuras (jacaré no seco anda e tatu caminha dentro)

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Das Loucuras (jacaré no seco anda e tatu caminha dentro)

Carros, pés, pás, maternidades e aviões – o coração indo e vindo;
Vidas trafegam no céu de frio azul e no asfalto quente e escuro...
Cores diversas que integram e entregam nosso pensar abstruso;
Roleta-russa do viver que absorvo, fuxico e deixo voar – sinto.

Estradas de terra e céus de nuvens que me remetem à adolescência;
Transparência e opacidade passadas formam o que sou hoje – mais a pimenta.
Não lamento o que se foi, e veio-me a pergunta: 'Faria tudo novamente?' 
- Provavelmente sim? Categoricamente sim!

Coisas maravilhosas como amores, amizades, conquistas, família, festas...
São consequências dos momentos bons, mas também de ocasiões ruins.

Agora posso ver o futuro, mas não conto a ninguém;
Ora, pois, o poder de saber o amanhã, não é poder é maldição.
Se a vida é um lobo raivoso; se a vida é um coelho pacato...
Não há pacto com Deus; não há pacto com o Diabo...
Farto de ouvir dizerem, de entender e de repetir: o que há é transiç…

Doce Poesia Doce

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De 17 de setembro a 8 de outubro o projeto DOCE POESIA DOCE vai distribuir gratuitamente nada menos que 10 mil “poesias doces” (poesias impressas embalando balas doces) em praças, escolas, hospitais e postos de atendimento em Salvador.
Na primeira fase do projeto, mais de 900 e-mails foram enviados para a Convocatória Doce Poesia Doce. Foi tamanha a quantidade e qualidade das poesias enviadas que a seleção aumentou dos 200 previstos para mais de 400 poetas participantes de todos os cantos Brasil e até do exterior. Além disso o projeto faz uma justa homenagem a 21 poetas consagrados cuja obra já se encontra em domínio público: os brasileiros Gregório de Mattos, Castro Alves, Junqueira Freire, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Alphonsus de Guimarães, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Mário de Andrade, Cruz e Souza, Machado de Assis, Casimiro de Abreu, Cláudio Manuel da Costa, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira, Vicente de Carvalho e os portugueses Luís de Camões, Tomás Antônio Gonzaga…

Sicrano Barbosa

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Imagem: feirinha livre de Curitiba (2016)

Sicrano Barbosa

Chegou o tempo das convicções positivas,
De amores desatados por mãos limpas
E lavadas com o suor da procura.

Eis mais um desafio no meio do povo,
Esse povo de andar semelhante, barba bem-feita,
Sapato novo e alma nada desnuda.

Eis o semblante guerreiro,
Os filhos na escola e hora na labuta:
Comida na mesa e nove talheres
Para apenas duas mãos.

Chegou o tempo de desprender-se do básico,
E não se sentir um traste por nada ter de praxe.

No arraste das horas a barba crescendo
E o sapato mais velho;
Vê-se esotérico ao som erudito de um novo critério:

Agora homem simples, Sicrano Barbosa,
Em um mundo novo, livre e baldio.

A vida estava por um fio,
Mas as nuvens se foram e tempestades sumiram.

Não se vende ao Sistema,
Não aceita ser trem e voa (o chão é o limite).

O tempo chegou e o clarão é mais vivo,
As asas no apoio, o voo continuo 
É bípede implume que voa (o céu é o limite).


Coruja divina

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Coruja divina

É gente simples na vida
E complexo no si próprio!

Está aí o andarilho solene,
Que faz de outros momentos
As paixões e excitações...
Deixando o vil preconceito
Que persevera em ser perene.

Dia de sol ardente que valha,
A muralha que por baixo é gigante...
Não protege seu corpo franzino,
Num palco de versos ululantes
De bons bordões qual malária.

Afiando a ponta da língua, anabolizada ao som de sereias
Poemas escritos em areias, e músicas e rosas e tintas.

Vê-se a razão que não mingua,
Fala-se em matrimônios – mistérios;
Infindos, sem afins nem começos,
Assim dá-se o nome de vida.

E lá se foi solene andarilho,
Buscando a grandeza que ensina,
Fazendo da vivencia uma causa
Na cauda da coruja divina.

Dentro dos olhos

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Dentro dos olhos (26/03/13)

Nos teus olhos pareço escutar
O amor que ecoa sem fim.
Há de abafar o sombrio
O nublado e o vazio
O banal e chinfrim.

Teus olhos me dizem a senha
De todos os cofres e portas
Das caixas de aço ou madeira
Que guardam respostas...

Perguntas da morte e da vida
Que usamos de lenha.

Fogueira pertinente
De insistente clamor
No real e nos sonhos...
De onde viemos
Para onde vamos
E quem somos?

Olhos agora vidrados
Cálidos e seguros
Olhos com extrema audácia.

Teus olhos me dizem a senha
De todos os cofres e portas
Das caixas de aço ou madeira
Que guardam respostas...

Olhos de afeição
De infinitos “eu te amo”
De muitos outros planos
Muito além daquela simples galáxia.

Olhos que jamais sucumbem
De finos “douros”
Que jamais desbotam
Galgando brilho
Em pleno arco-íris
Abrindo o baú de ouro.

Teus olhos me dizem a senha
De todos os cofres e portas
Das caixas de aço ou madeira
Que guardam respostas...

Olhos que agora se fecham
Entram num breu infinito
Festejam o absurdo vazio
De silencio profundo
Pois sonham comigo.

Das Loucuras (nada de viver a vida “pianinho”)

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Das Loucuras (nada de viver a vida “pianinho”)

Acorrentou-se ao mastro, engoliu a chave e tocou fogo no circo; 
É equilibrista, palhaço, mágico, atirador de facas, homem barbado...
Não se irrita pelo fato de ser leão domado pelo seu pessimismo,
Mas ficou assaz perturbado e brabo sem seu cafuné de domingo.

Pausa momentânea para higiene bucal:
É bom colocar em negrito que se deve escovar bem os dentes...
Assim como se estivesse saindo para ir ao dentista.
Dizem que respeito é bom e conserva os dentes. 
Mas meu avô sempre foi respeitoso e hoje é banguela.

De volta à perene insanidade local: 
Os motores incomodam os pássaros, a poluição ainda mais;
No tanto faz do bicho-homem, o que apraz é regalo da vida.
Volta sem jamais ter ido; foi-se sem jamais ter sido... Eras tais...
A fantasia de tempos melhores une-se ao otimismo utópico:
Mudanças na alma; entalhamento do corpo; suor com efeito de ópio.

Mais uma vez o sacrifício, de nova cruz imaginária que resta...
Fez corpos amontoados em hospícios da vida do c…

Chegou o meu novo rebento, Gaveta de Cima, patrocinado pela Darda Editora.

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Sorriso de orelha a orelha! Chegou o meu novo rebento, Gaveta de Cima, patrocinado pela Darda Editora... Em breve mais detalhes! 

PREFÁCIO

Considerando a condição de neófita no universo da literatura, confesso minha surpresa e lisonja em ser convidada por André Anlub para prefaciar sua mais nova obra poética.
Todavia, pude compreender seu elevado gesto, em oportunizar aos iniciantes, essa tarefa desafiadora, o que que me fez, de pronto, ensejar esse desafio.
É com um misto de orgulho mas também de cautela, que me proponho a colocar na vitrine literária, a obra de alguém que já tem suas digitais, para além, de credenciadas no universo da poesia.
Reconhecido pela vasta contribuição à literatura nacional, com seus livros solo e ampla participação em Antologias Poéticas publicadas e em e- books, André Anlub é também integrado a diversos movimentos culturais e detentor de extensa premiação nacional. 
 Seu estilo versátil e a universalidade temática adotada, elenca seus versos nos patamares dos m…

Das Loucuras (sebo nas canelas, “fióti”)

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Das Loucuras (sebo nas canelas, “fióti”)

Olhos para veem e pernas para quem te quero...
Águas deslocam-se para o Sul e águias para o Norte,
O fato é que correm sempre para aonde bem querem.

A sede não acaba e nunca se perde tempo descansando, 
Pois os desencantos não criam raiz em cemitérios.

Suor que cai todo dia é nada de demente “on demand”...
Longas lágrimas que há tempos sumidas, sofridas,
Surgem suaves encantando vidas no corriqueiro das rimas.

Vermes disputam lugar com as lombrigas (barrigas com gases)...
O ego e o talento querem se apoderar de todo indivíduo (não duvido).
Fogueira acesa e pés descalços na areia enterram qualquer pejo...
Mas é sonho, sonhar acordado, não passa de um vil desejo.

Agora se vê verso firme da forma que veio para a briga (e não são fases)...
Nada de arrogante senhor de poesia; nada de arrotar monotonia.
O filhote poético nasceu, cresceu, morreu e ressuscita...
Se ofuscando e poetizando disfarçada no nosso próprio lampejo.

André Anlub
(10/9/17)

Das Loucuras (bípede implume que voa)

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Das Loucuras (bípede implume que voa)

Ao lado a sombra assombrando como um fantasma;
Amor mal resolvido que me confidencia ao ouvido algo inusitado.
Circula pela veia aquela adrenalina do inventado, malcriada:
Memoria criada em êxtase que se estranha com minhas entranhas.

Sou bípede implume que voa;
Tiro e dou linha pra pipa – assim vivo –,
E passo o cerol quando é preciso.

A mente teima em se contradizer,
Não se aceitar humana (e o faz por fazer);
Quer ser mundana de um modo diferente,
Assim, de repente: sem aval, sem alvo, sem aviso.

Tudo legal, mas hoje almeja uma mutação;
Algo sublime, porém patético; contumaz, porém inédito...
Cão interno, feroz cão louco que abraça a alma...
E expõe em combustão sua carne mais fresca.

Imagina se a sombra não iria querer viver isso;
Flertar com o osso, fitar o fosso e fundir-se em sorriso.
Pense no faz e desfaz da desfaçatez
E o voo se fez nessa amplitude de uma alma dantesca. 

André Anlub (10/9/17)

Ótima noite de sábado

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Mais uma vez me apaixonei em um sonho (manhã de 3 de junho de 2015)

Sonhar com o futuro, com algo futurístico, é simplesmente incrível. Sonhei ser jovem novamente, em um futuro não muito distante. Dava para entender que eu estava há poucos dias trabalhando com artes e em uma loja enorme, de roupas sociais e esportivas e também acessórios em geral. Loja com três ou mais andares, com muitos vendedores e pessoas de criação, computadores, salas de relaxamento, áreas de criações, bronzeamento, cafés, refeitório e uma vista para lindas e verdes montanhas com carros em formatos de naves, que voavam e passavam a todo o momento ao redor. As paredes eram todas de vidro, até as escadas e os elevadores que levavam aos outros níveis, também eram transparentes. As pessoas andavam de um lado para o outro com seus Tablets nas mãos e telefones estilo telemarketing. Tinha um ar de quartel general de serviço secreto. Mas não era. Algumas pessoas eu conhecia e trocávamos um sorriso mais longo aos cruzarmo…