29 de agosto de 2015

Grande Mujica... Por um mundo com mais Mujicas


O discurso do Mujica na UERJ hoje transformou vidas. Lembrei de uma vez que li num livro: "Não seja um revolucionário; seja uma revolução." Ele é uma revolução. 

"Não tenho livro de cabeceira. A cada três ou quatro anos leio o Quixote, mas fora isso, leio livros de história. Não há meio melhor de se conhecer e conhecer a vida do que investigar a aventura humana através dos tempos, em todas as partes do globo. Conhecendo a história, você aprende que esquerda e direita não vieram a existir só na Revolução Francesa; a humanidade sempre ostentou uma face conservadora e uma face progressista. O que era um Francisco de Assis? Era a esquerda.

Se porventura o conservadorismo toma ares reacionários ou golpistas, é porque nós, progressistas, deixamos de ocupar o espaço que nos cabe, dando chance a eles. A direita vai lutar pela direita, não é óbvio? Nós é que não podemos dar-lhes a chance de triunfar. Não podemos aceitá-los em nossos quadros. Devemos nos organizar sempre, coletivamente, e entender de uma vez por todas que a mesa onde eles comem não é a nossa. A direita tem amor ao dinheiro: Então que ela se ocupe na indústria e no comércio. Mas na política não! Para fazer política é preciso ter amor, não ao dinheiro, mas às pessoas. Não é por uma questão meramente política e econômica que somos de esquerda e eles de direita: A questão também é ética e moral. Eles querem casas de luxo, hotéis de luxo, carros de luxo, Mercedes-Benz e coisa e tal. Nós queremos apenas a riqueza comum à maioria. Nós... Nós andamos de fusca."

José Mujica

27 de agosto de 2015

Líquido sagrado de Baco


Líquido sagrado de Baco
(André Anlub - 15/5/13)

Rigoroso esse tempo bom na tela do céu azul,
Enorme pingo quente dourado, 
Mas amargurado ele caminha sem norte (também sem sul).

Só esperou o cair da noite e foi-se frenético abraçar a boemia:
Nas mesas bambas dos piores bares sentiu-se bem, satisfeito,
Era aquilo ali (Alá, a luz, além) que ele queria.

Com as paredes descascadas e encardidas, 
Banheiros de intolerável cheiro ruim;
A meia luz...
A farra no garrafão de vinho barato que esvazia:
Todo feio se faz tolerável;
O detestável é a alegoria da vida.

Com três palitos de dente se faz um xadrez psicológico,
De deixar Freud confuso e Confúcio fã de Pink Floyd.

O que eu faria em uma atmosfera assim? 
Além do porre corriqueiro:
De janeiro e meu aniversário;
De ver estranhos saindo do armário;
De tudo que é falso tornar-se verdadeiro.
O que eu faria?

Largaria o último copo e voltaria ao primeiro,
Desde onde a mente vai demudando,
O tom de voz aumenta, palavrão atroz vira salmo,
E enterra-se qualquer tormenta.

O que eu faria?
Vou voando – bem calmo ao terreno estrangeiro.
A insanidade das horas perdidas no líquido sagrado de Baco:
Com uma mão vai afundando o barco
E com a outra fornece o salva-vidas.

26 de agosto de 2015

Os tantos meninos poetas

I've never heard of an eagle swimming!
Posted by Matthew Hill on Sexta, 5 de junho de 2015


Os tantos meninos poetas
(André Anlub - 18/7/13)

E cá voltou de outra época longínqua,
O apoucado moleque descalço.
Veio de um cataclísmico berço esplêndido,
Nos revides eternos do vil encalço.

Retorna a salvo, mas a mente vazia de ideias,
Na bagagem traz a insatisfação.
Menino louco de pessimismo confuso,
E demasiadamente obtuso coração.

Viu a total desgraça de uma raça,
Viu veemência e no caráter a falência.
Lutou com moços na frente de batalha,
Ofuscou-se com o brilho da navalha da realeza.

Do futuro o menino prodígio poeta,
Com bolsos cheios de gritos de guerra.
Suas bandeiras: cantigas de amor e saudade...
São suas trincheiras contra o algoz da realidade.

Inspiração em Verso II


Voando...

Réu confesso

Inspirados na parceria de Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, os cineastas Bruno Safadi e Ricardo Pretti se uniram aos...
Posted by Canal Brasil on Quarta, 26 de agosto de 2015


Réu confesso
(André Anlub - 2/6/12)

Estou fora da rota comum,
Chega a ser difícil dizer isso...
Ou de repente não...

Pode ser até que haja arrependimento,
Pois chegaria cedo se fosse só;
Chegaria tarde se não desse certo;
Chegarei feliz se tudo correr bem.
Qualquer júri pode me condenar culpado,
A vida pode tentar me passar à perna,
Mas eu compro briga e nada disso importa.

Não quero perguntas nem viso respostas
Arriscarei algo demais nessa consciente aposta.

Posso carregar no peito um coração ferido,
Ficar perdido nas rotas da alegria.
Posso escutar ruídos e enlouquecer,
Mesmo assim arriscar é a resposta.

Dou-me por vencido,
Entrego o meu amor ao seu.
Há harmônica verdade,
Há motivo para se viver.

Muitos poetas crescem para dentro 
numa implosão da alma, 
como nitroglicerina cálida 
do pranto em autocombustão... 
E, por sua vez, na aura o brilho eclode num parto, 
expõe-se o filho, o fio e o farto, 
num alto salto muito além da concepção.

Ariel - Sylvia Plath


Ariel - Sylvia Plath

Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco
Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes 
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...
Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho, caldeirão da manhã.

(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)

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Para Sylvia
(André Anlub - 15/4/12)

Abra a porta e deixe a felicidade entrar,
Conte à ela toda sua vida e suas histórias,
Fale de suas amarguras e vitórias...
Convide-a para um chá, temos pão integral e frutas.
Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse momento aquele que nunca se esqueça:

- Vamos Sylvia, então escolha você...

Assim, de repente,
Sumimos para além dessa redoma de vidro,
Para longe de uma coação em sua cabeça.
Diga em voz alta, exponha o que lhe faz falta!
- Abram todos, todas as janelas,
Se for repressão ou depressão...
Ainda não está fenecida.
- Faça as pazes com a vida,
Invente que escrever é sua mazela.
- Coloque mais um prato na mesa,
Mais lenha na lareira,
Ajeite a cama...
A alegria quer ficar.
- Sylvia, não se vá...
As letras já estão em prantos.
Todas as pessoas que foram seus sufrágios,
Agora estão deitadas
Em posição fetal,
Com olhos encharcados...
Olhando o além,
Com suas poesias em mãos,
Vivenciando o quão a vida é fatal,
Descobrindo que nem a morte é em vão.

(e nos tempos atuais...)

Presente muitas vezes em meus sonhos,
Com a alcunha de Victória,
Sempre longa fábula de final feliz,
Quimera de uma escritora
Que também é atriz.
Passeando em pensamento,
Sendo lida ao relento,
Denotando em aforismos,
O seu mundo em fartas folhas
Na cabeceira do surrealismo.
Segue mãe:
- imponente e linda.
Colosso na exposição dos sentimentos.
Por dentro estrutura abalável,
Sensibilidade inimaginável.
Os rebentos amparados,
Longe das asas da mãe...
O fim já anunciado
Pelos martírios de viver.
Sua escolha
Infindável branca folha,
Jamais entenderão, jamais...
O que seria seu bel-prazer.
Trinta anos são tão parcos,
Para uma rainha na imortalidade.
Temos que carregar os fracassos
Com a incumbência de pisá-los.

O dito “Efeito Sylvia Plath”...
Muitos poetas carregam no cerne...
Não está pertinente a perder:

- É somar o muito além do que há.

25 de agosto de 2015

Nada além do tudo que veio do nada.



Nada além do tudo que veio do nada.
(tarde de 25 de agosto de 2015)

Um pouco mais, aquela dose daquela sede saciada. Na verdade nem se procura a coisa em si, procura-se o bem-estar do logo após! É duro constatar a necessidade de um ‘tradutor’ de objetivos, de focos, de saídas; a necessidade de um cinto de utilidades, de uma armadura ou de ser invisível; a necessidade de estar online no dia a dia, ter asas imaginárias no céu azul ou negro da existência ou ter guelras em mares de sangue... É duro, mas de certa forma é até bom. Há um brilho no olhar e não há o porquê de sempre ter que ter o brilho cheio no luar... Contenha-se! Assim é bom: relaxado e esperançoso. A boca se mexe, se murcha e se ameixa... doce, doce... jovem idoso e velho criança na creche que torna-se bar que torna-se escola que torna-se hospício; há de se fazer sacrifícios, ontem, hoje e sempre; há de se ater aos dentes, escová-los com zelo e cuidar bem da gengiva; há de ser a vida uma ogiva, que explode ao leve toque e derruba todo o castelo de areia, tudo o que já foi feito, todas as palavras proferidas. Tudo, no fundo, se mantém no vai e vem do mundo. 

André Anlub

Mais profundo no nosso universo



Pássaros que vem e que passam também são pássaros que ficam             
(André Anlub - 14/7/13)

Indo bem mais profundo no nosso universo,
Habita o ponto cego da felicidade.
Vive em uma espécie de vilarejo antigo, 
De casebres de pedras, dias tranquilos de sol dócil,
Ar sempre puro e vida que se vive.

Às vezes cai leve garoa,
Pois há a tal da nostalgia;
Nada combina mais com melancolia do que uma garoa acompanhada de um pouco de vinho e frio.

Para explicar melhor: fica na triangulação da apatia, a razão e o amor;
Alguns poetas sabem exatamente onde fica e alguns filósofos escondem...
Mas existe,
E algo me diz que é por lá, numa casa,
Que terminarei os meus dias.

Tem inúmeros pássaros que passam os dias rondando a região,
Mesmo sabendo que há comida suficiente por lá.

Já me vejo numa velha poltrona de couro,
Alguns tragos e um bom queijo,
Mas me contentaria com castanhas.
Vejo alguns vasos caros, com belas flores...
Mas poderiam ser de argila - comuns.
Ao surgir da lua cheia, a expectativa da inspiração;
Sentaria na pequena varanda,
Na velha cadeira de balanço,
Com meu novo cão companheiro;
Pegaria minhas folhas e lápis,
E debaixo da mesma lua de anos
Escreveria algo realmente interessante,
Depois, num gesto de saudação...
Soltaria ao vento.

Vejo a esperança como o camaleão dos sentimentos.  
Às vezes é em cima do muro que se mostra o pleno equilíbrio ao caminhar.

24 de agosto de 2015

Cordel – Travesti não é bagunça

Por Jarid Arraes

agosto 24, 2015 10:26

Original da Revista Forum: http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2015/08/24/cordel-travesti-nao-e-bagunca/


Por Jarid Arraes

Quase todo mundo sabe
O que é uma travesti
Mas se faz de ignorante
Pra xingar e pra agredir
Porque sente intolerância
Por quem sabe transgredir.

Travesti não é uma coisa
Nem um bicho anormal
É somente uma pessoa
Com força fenomenal
Que se assume como é
E que vive tal e qual.

Muita gente vai pensando
Que é dona da verdade
Sai julgando a vida alheia
Com muita facilidade
Com nóia de pode-tudo
Em toda oportunidade.

Essa gente amargurada
Desconhece a realidade
Não sabe que a travesti
Enfrenta a dificuldade
Passando por violência
Sem receber caridade.

Muitas não podem estudar
Pois na escola vão sofrer
Com deboche e exclusão
De pequena até crescer
Porque a tal educação
Só uns poucos podem ter.

As famílias não aceitam
E as expulsam de casa
Muitas que vão para a rua
Foram antes deserdadas
Sem saída e sem carinho
Acabaram abandonadas.

Tantas ficam sem escolha
Vão pra prostituição
Pois só assim tem dinheiro
Pra comprar a refeição
Não que isso seja errado
Mas não há muita opção.

O estigma é criado
Faz-se o dito popular:
Travesti é tudo puta
Não se pode respeitar
E o povo pra agredir
Chega até a espancar.

Muitas são assassinadas
Sem a chance de viver
Só porque não são iguais
Aos que querem prescrever
Um jeito certo pra tudo
Sem a nada compreender.

Isso tudo é lamentável
É tão triste e revoltante
Travesti também é gente
Ser humano e importante
Quem não pensa desse jeito
É que é intolerante.

Não há nada nesse mundo
Que possa justificar
A falta de sentimento
De quem deseja matar
Seja o corpo que se toca
Ou a gana de sonhar.

Não tem nada horroroso
Em querer ser diferente
No mundo tem muita regra
Que não se faz coerente
Ser homem ou ser mulher
Não é marca com patente.

E por isso as travestis
Podem ser como quiserem
São livres desimpedidas
Onde quer que estiverem
Para mim são bem mulheres
Se isso também proferem.

O que temos que fazer
Para paz proporcionar
É ensinar nas escolas
Que se deve respeitar
E acolher com afeto
A travesti que estudar.

Pois não há nada melhor
Do que a pura educação
Para despertar carinho
E passar informação
Além de proporcionar
Caminho pra profissão.

Com acesso ao ensino
Travestis podem escolher
O que desejam da vida
Qual emprego querem ter
Se for prostituição
Então também pode ser.

O que importa é gerar
Várias possibilidades
Não apenas para poucos
Que tem mais facilidade
Mas pra todas as pessoas
Lá no campo ou na cidade.

Travesti também merece
Uma digna existência
Pois os direitos humanos
Não são de ambivalência
Valem para todo mundo
Com muita polivalência.

Se você abrir os olhos
Na internet pesquisar
Acabará encontrando
Muitos fatos de assustar
E verá por conta própria
Tanto pra se lamentar.

É espancamento e morte
Preconceito e exclusão
É um ódio muito extremo
Chega dói no coração
Isso tudo é crueldade
Essa é minha conclusão.

Se você não compreende
Não consegue aceitar
Vou te dar alguma dica
Para então facilitar
O seu puro raciocínio
Que deve se iniciar.

Travestis são como eu
Também são como você
Gostam de felicidade
Nisso você pode crer
Vivem procurando paz
Para enfim sobreviver.

Travestis são talentosas
Alegres e inteligentes
Criativas e esforçadas
Com espírito insurgente
Sabem vencer a batalha
Contra o ódio incoerente.

Não há nada de errado
Não há nada de anormal
Cada um deve ser livre
De sua vida o maioral
Porque liberdade plena
Sempre é primordial.

Quando vir uma travesti
Tenha muita gentileza
Ponha-se em seu lugar
Aja assim com esperteza
Só quem sabe respeitar
É que vive com grandeza.

Também vou lhe convocar
Para se juntar à luta
E falar aos sete ventos
Provocando essa escuta
Pelo bem, pela igualdade
Pelo fim dessa labuta.

Quando tiver uma chance
Fale em prol da travesti
Diga que aprendeu comigo
E sem medo de insistir
Não aceite preconceito
Que não deve coexistir.

Pra acabar o meu cordel
Uso uma chave de ouro
Pois nessa literatura
Travesti é um tesouro
Pra nossa diversidade
Trazem muito bom agouro.

Se não concordar comigo
Deixe logo de furdunça
Pois não tenho paciência
Pra trepeça, nem jagunça
O recado é muito claro:
Travesti não é bagunça!

poesia, persistência, persuasão e poda-se.


hoje me lembrei de ondas que surfei
das "vacas" homéricas
caldos eternos
lembrei que surtei em mares no inverno
em "pelo" no gelo
e o roxo dos lábios.
lembrei-me de amores perdidos
de dores achadas
meninas histéricas
mulheres imaculadas.
lembrei-me que a vida é um duelo
dos práticos com os sábios
do medo e o zelo
do ter tudo sem nada.

André Anlub


Duke Kahanamoku (Oahu, 24 de agosto de 1890 — 22 de janeiro de 1968) foi um nadador, ator e surfista dos Estados Unidos.
Ele foi um dos idealizadores do surf moderno. Foi em Estocolmo, 1912 como nadador, que começou a conquistar suas glórias olímpicas, que continuaram durante Primeira Guerra Mundial e foram testadas mais uma vez nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920 e 1924. No total, foram 5 medalhas conquistadas, sendo três de ouro e duas de prata.
Duke largou sua carreira depois dos Jogos de 1924, mas o Havaí continuou muito famoso. Ele transformou o arquipélago, até ao momento pouco conhecido, no lar mundialmente famoso do surf.
Antes de morrer, em 1968, ainda foi estrela de cinema e lançou uma grife de surfistas. Por sua causa, o surf espalhou-se pelo mundo e tornou-se um desporto muito praticado e famoso.
Foi também um ator famoso nos Estados Unidos, tendo participado de muitos filmes, inclusive pornográficos.

Ótima semana



De 2009:

A pessoa olhando a esmo uma revista e se depara com uma foto...
Fecha a cara, franze a testa, entorta a boca e num gesto raivoso rasga a página.
Amassou-a com afinco, fez uma bola e vruum... direto ao lixo mais próximo.
Não satisfeita passa a mão em uma pequena caixa de fósforos, vai ao lixo e pega a pequena bolinha... riscou o fósforo abriu um sorriso e kreee... ateou fogo.
Sobre a foto eu imagino que possa ser algo relacionado a um casal que estava ao fundo andando na beira da praia, aparentando enorme felicidade.
A imagem a remeteu para lembranças de tempos idos de excessos de meiguices, de palavras doces e cafunés diurnos e noturnos, massagens nos pés; em pés ainda belos, intactos, rígidos e sem varizes e imperfeições; tempos de troca de olhares de amor, olhares de fogo e tesão que eram seguidos de pensamentos incendiários, impuros de roupas rasgando e voando, suores aos montes e mãos e bocas dançantes que findavam em gritos de prazer e tremedeira... Momentos indescritíveis, que na atualidade são de quase irrealidade e se existiram, jamais voltarão; momentos que deixam qualquer um acabrunhado só de pensar.

André Anlub®

23 de agosto de 2015

Só o sol é feliz sozinho

O que não pode é ficar mal na foto...Bom dia para quem ama o esporte a este ponto...
Posted by LANCENET! on Sábado, 22 de agosto de 2015


Só o sol é feliz sozinho
(André Anlub - 14/6/13)

Quero voar, mas não ver tudo de cima,
Gosto de ver de dentro, todos abraçados ao vento,
Dentro do sorriso de lua minguante.
Quero o olhar de cão manso, 
Quando quer entender o homem,
Pois desde quando me entendo por gente,
Só compreendo o mar batendo no corpo.
É sim, se encara de pé e de frente,
Com absoluta fé no abc do amor.
As conquistas estão por aí,
Do seu jeito, cada uma,
Nas qualidades, nos defeitos,
Confrontando com os rubros e anjos.

Cada passo de cada vez,
E sempre, e firme e forte.

A mão da paixão que toca,
Vai arranhando e colorindo corações,
Deixando a voz rala e turva,
Mas com a excelência de um fulgor,
Que vai esculpindo emoções.
Mas não é o amor que fala?
No que valha do tempo,
O gozar dos momentos,
Pois o mesmo cala diante de si,
E assim é agrado e é sagrado
Vendo o sol viver feliz solitário.

Tempo de ser inspiração


Tempo de ser inspiração
(André Anlub - 2013)

Vagarei por imponentes paisagens
nos rastros de fogo de cometas
nos pirilampos disfarçados de estrelas:
desde o piche do breu de um céu
ao lume azul claro de sua íris. 

Penetrarei nas mentes sensíveis
irei incendiá-las no infindo adentro.
Se for do agrado, farei residência - expondo berreiros nas linhas dos intentos.

Inspiração fluirá
tintas serão derramadas... coloridas sangrias desatadas.

Ação e suor, inspira e expira
ah, é nessa que vou: irei às chuvas de granizo, trocando em chuvas de verão...
e em bocas poéticas serei o mais belo sorriso.



Trotski fazendo piquenique com Frida Kahlo e Natália em 1938 (foto de Fritz Bach).

21 de agosto de 2015

Ótima tarde


A cena da vida

Suck em up, and over!
Posted by Sam Monaghan on Segunda, 17 de agosto de 2015


A cena da vida

Relembro promessas, vi-me em outras épocas
remetido ao passado
meu caminhar, caminhado.
Esperei te achar, por detrás dos arbustos
arbustos de pele
no cheiro de capim limão.
No núcleo de cada ideia
há uma pequena
mas poderosa
explosão.
Fico por aqui
calado
digo até amanhã.
Seguro a mão do meu guia
sinal de aceitação.
O que procuro?
O que me falta?
O que me farta?
Em que me incluo?
Retorno no tempo
ao jovem velho que sou
com lapsos de clareza
com raptos de coragem
absoluta certeza
na direção de uma cena
que outrora centenas
cena da minha vida.

Andre Anlub