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Escritor, autor de seis livros em papel: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos, em março de 2015 lançou Puro Osso – duzentos escritos de paixão e o livro de duetos A Luz e o Diamante, todos pelo Clube de Autores; em novembro de 2015 lançou o livro em trio “ABC tríade poética” pela PerSe e em setembro de 2017 lançou Gaveta de Cima - versos seletos, patrocinado pela Editora Darda.  Como coautor participou em mais de cem Antologias Poéticas em papel e dezoito em e-book. 
• Técnico em Prótese Dentária formado pela SPDERJ. • Artista Plástico com obra no Acervo Permanente do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Bahia. • Membro N°55, escritor e conselheiro da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele (RS) • Revisão e marketing pela Editora Becalete.
Academias: • Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) Cadeira N° 95 • Membro vitalício e Embaixa…

Ótima quinta a todos

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O lampejo veio
Assim: de repente!
Breu nunca foi visto
Milhões de pensamentos 
Debelam as mentes
Do início ao fim, meio...
É inspiração
É poesia
Alegria
Um êxtase misto.

O poeta foi assaltado
Por duas letras “A” que saltaram de sua folha
Em plena Copacabana
Repentinamente
Era dia de semana.

Levaram-lhe a inspiração
Lembrou-se das casas com luz e pessoas sem ler
Lembrou-se das mentes criativas censuradas pela lei.

O poeta tocou a face e enxugou o pranto
Sabendo que tem muito mais dela...
Olhou pela janela
Passou agora a distribuí-la
Na tinta, nas letras, no canto.

André Anlub®

Universo ou ilha

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Universo ou ilha

Os tempos antigos o deixaram saudosista
Feito um artista naquela casa, abandonado
Vivendo com a pensão do sentimento do altruísta...
Mixaria, moedas, merendas, sopa fria e pão.

O machado não mais corta a árvore - ai de você mau-olhado
A melhor jogada é o blefe: bife de fígado acebolado
A semana se repete, mas nunca começa no mesmo dia
Se com sol é fria, no inverno faz-se o inverso da melancolia.

Não há mais sossego – dão-se logo as graças
No lago o apreço – doam-se lindas as garças.

Saltos ornamentais – em devaneio;
Belos poemas – palavras soltas em sim;
Poucos trompetes em melodias – do início ao meio
Loucos e belos pianos de Nina – não é o fim.

Há pegadas de um rato de casa à ratoeira,
Que deixa o queijo e rouba a armadilha.
Há mãe com a filha em ditame que não é besteira,
Sem eira ou beira, sem universo ou ilha.

André Anlub
(18/5/18)

Esgrimas

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Esgrimas
Há pontiaguda palavra que em parte perfura e penetra, Amor não correspondido, angústia crua de outrora. Florete de fogo, cremação de uma alma antiga no agora. Peso e preso são pesadelos; sigilo interno é grito que alerta.
Novamente foco sua boca, dessa vez penso nela pintada, Doutrinando-me na rotina e na retina, fazendo-me nada. Amplifico o amor, assim – de gosto - me ecoarei na salvação. Toda essa ação volta e abafa os medos, nada e tudo são em vão.
Explode, explode-me; corro e corroí-me feito uma coriza... Ácido, assediado e assíduo assim sou seu então. Nesse você e eu, lume e breu, o sol e a lua nos abriga... Faz-me antiga cantiga, ciranda com fogueira e paixão.
Fujo, finjo, desejo e chego, a luz se mostra colorida... Choro feito criança; rio ouvindo besteiras, Descendo pelas pedras com limo, entre as margens floridas, Molhando as roupas quase limpas das lavadeiras.
André Anlub (18/5/18)

Excelente sexta meus queridos!

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Falaram sobre o Titanic: "Nem Deus afunda esse navio". Penso cá com meus botões o porquê de Deus querer afundá-lo! Mas também penso que o Diabo, sabendo que já teria um bode expiatório, foi lá e fez.
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- E vida após a morte? - Acredito. Só não simpatizo com a ideia de eu o dia todo sorrindo, vestindo branco num jardim florido. - Por que? - Branco me engorda muito.
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- Dou mais valor ao artesão de rua do que ao Picasso! - Você compra muita arte de rua? - Quase nunca! - Você deve odiar o Picasso.
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- Negócio brega e antiquado escrever RIP quando alguém morre! - Fica tranquilo, quando você morrer escreverão: JFT (Já Foi Tarde)
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Nas lacunas entre os "sins" e os "nãos" existe tal vez; essa tal vez do povo novamente entrar pelo cano.
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Nos teus olhos pareço escutar o amor que ecoa sem fim; há de abafar o sombrio, o nublado, o vazio, o banal, o chinfrim.
André Anlub

Das Loucuras (confiscando o ouro emprestado)

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Das Loucuras (confiscando o ouro emprestado)

Belo domingo
Pinta a selva e voa
Feliz pintassilgo.

Depois do haicai: 
Por trás de toda justificativa há uma comodidade; 
Por trás de toda comodidade há inúmeras justificativas. 
Mundo muito, mundo louco que empresta “um troco”; tudo imunda, girando e apostando corrida consigo mesmo; quando tudo entra em sincronia de oscilação, a coisa fica forte e a força fica feia: Terrível ver uma aranha esquecer-se de tecer sua teia. Ancore o mundo no espaço; ele quer – e pode – desafiar sua estática, deixar um buraco e um abraço e tramar fugir à próxima galáxia. Tudo num tempo inventado automaticamente, como o espelho, o nariz vermelho e o palhaço. Solte o mundo feito balão; ele voa – e não à toa –, tem direção certeira, deixa um rastro cadente com textura de brim... É frenesi e êxtase com toques de cheiro de cerejeira. Nada comparado com aquela borboleta azul que voa em ziguezague e coloca na sua vida um “sim”. Há uma luz viajante que invade e se faz percebi…

Releituras

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Releituras de mim

Às vezes constroem-se imponentes casebres de madeira;
Às vezes erguem-se impotentes castelos de areia.
E esse amor bateu de frente com seu cheiro de alfazema
Com seu humor de hiena e interpretação eloquente.
Por debaixo da seda você me seda
Brinca de ser a pura, e eu em pelos, apelos, apuros... 
Puxo um ar puro e bem cedo me cedo.
Vejo novos poetas parindo vida e feitiço,
Graça e sonoridade; avivando o agora,
Alcançando os ouvidos e bulindo mil verves afora.
Sou sempre absolvido na loucura e eternamente absorvido pela arte.
À morte, alérgico – à vida, estratégico – à alma, lisérgico;
Vi nascer o amor e vi morrer a aflição,
Moribunda e vadia, sem velório ou enterro,
Sem desespero e futuro, sem carpideira...
Morreu fuzilada na fronteira em um muro.

André Anlub

Ótimo final de semana

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Dos Bardos

É pensante, mas sóbrio poeta insurgente
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo...
Menos do que o toca no absoluto profundo
Pois nele, o mesmo, é extremamente faltante.

Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde
Notória sincronia com o público que aclama
Forca em praça pública com linchamento e chamas.

O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo
Sem normalidade, sem torto e sem reto
Eqüidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.

Mas há poeta que grita abraçado ao berrante
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos 
Pois Narciso é conciso e sem siso é errante.
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.

André Anlub®
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Manancial 
Bebi em fontes de águas puras, outras nem tanto Ri com os anjos e joguei com as bestas Coisa besta é não citar os meus prantos; Coisa e tanto é que eu não me envaideça.
Em diversos sonhos banhei-me em cachoeiras Que iam além dos vales, dos tempos, da verdade. Minha vaidade não me deixa enfermo, arrependido; Minha crença ensinou-me o aprendizado desde menino.
Nos inúmeros afluentes que percorri, Me sequestrei, me sabotei, me socorri; As memórias fortes de quando fui fraco, Fizeram meu olhar mais amplo e menos vazio Me colocando sempre e corretamente nos trilhos.
Manancial que nunca seca, de vida não tão sã, Fez o que fui, o que sou... fará meu amanhã... Transformará os destroços em uma nova muralha, Beijará o meu momento abençoando minha alma.
André Anlub (5/12/15)

A maior das sentenças

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A maior das sentenças

A primeira grande chance de liberdade
Real, quase escorre pelos dedos
Viu exposto e justificado no patamar da vida.

Ferida...
Recentemente aberta
Sangria...
Chegou aos olhos chocar.

O amor tornou-se denso, impávido, mas órfão
Solitário e moribundo
Tornou-se breu e áspero
Vão.

Anulou qualquer acordo que ainda estivesse em aberto
Desviou-se dessa estrada de pedra
Entrou em outra de chamas e chuvas
Mas com renovada determinação.

O amor é assim...
Vai e vem
Foi e virá
Mas buscá-lo é de suma importância.

Ele é réu confesso e se entrega...
Se rende ao amor...

Juiz maior dos sentimentos
Que dê a ele a maior das penas
Pois a cumprirá sempre de pé...
Há de ser ter certeza.

André Anlub

Das Loucuras (refrigeração Cascadura)

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Das Loucuras (refrigeração Cascadura)

E no sempre: as entrelinhas dos entre tantos,
Pensamentos vagos dos solitários viajantes.
Além da constelação mais distante
Achou-se, mas não gostou do rompante.

Rasgou como seda, sedou-se como um vivo-morto;
Abandonou involuntariamente o seu posto
E foi-se como zumbi ao mais próximo instante...

Entrou no navio sem rumo, ou agrado ou porto;
As promessas ficaram na placenta (na prancheta) do útero,
Multiplicou por quatro, e tudo nem é muito ao quadrado...
E ainda há aquele plano (de prato) incomum.

Sem medo emendou-se feito fio feito de cobre,
Cobrou-se e encabulou-se com o resultado...
E de volta ao lar, à estaca zero do ato,
Viu-se imóvel e isolado no quarto apertado.

Era tudo novamente ao começo,
Sem tropeço ou avesso,
Pegou poemas e teoremas
E preferiu somar um mais um.

André Anlub®
(06/05/18)

Das Loucuras (não acho o feio da miada; o gato que arranha é arrimo!)

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Das Loucuras (não acho o feio da miada; o gato que arranha é arrimo!)

Esse será quase diferente,
Assim como todos os outros;
Nada é igual o tempo todo,
Há parecidos, gêmeos, imitadores.

Vejo a luz e o som entrarem pela janela,
Sacolejam-me e tocam-me como fogo...
Convidando-me à longa passarela
Que reflete o meu flerte em amores.

Olhos que se abrem e cruzam em desafios,
Bocas que se roçam em desafogo.
O assanho do suor na nuca em arrepios,
Fazendo da poesia um sujo jogo.

Não te cobro só te cubro e dou calor...
A proteção de um escudo invisível.
Sou menino, sou crescido, sou sensível...
Sou a parte de um todo, espinho e flor.

Esse já está bem diferente,
Como a gente de repente faz projeção.
As coisas se repetem no inconsciente,
E fingem que se forjam em compaixão.

André Anlub
(03/05/18)