Sigam-me os bons

24/04/2014

No final das horas...


O lampejo veio
Assim, de repente
Breu nunca foi visto
Milhões de pensamentos 
Debelam as mentes
É inspiração
É poesia
Alegria
Em êxtase misto.

André Anlub®

23/04/2014

Aniversário Pixinguinha

177° aniversário do Mestre Pixinguinha - Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973), foi um flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.

No estúdio da Rádio Mayrink Veiga, 1932, o jovem Manuel de Nóbrega, aos 19 anos (2º em pé da esq para dir) Carmen e Aurora Miranda (sentadas) segurando a flauta Pixinguinha.
Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

Era filho do músico Alfredo da Rocha Vianna, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos.1 Pixinguinha aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Vianna). Foi ele quem obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912 em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.



Pixinguinha
Rosa

Tu és divina e graciosa 
Estátua majestosa do amor 
Por Deus esculturada 
E formada com ardor 
Da alma da mais linda flor 
De mais ativo olor 
Que na vida é a preferida pelo beija-flor 
Se Deus me fora tão clemente 
Aqui nesse ambiente de luz 
Formada numa tela deslumbrante e bela 
O teu coração junto ao meu lanceado 
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz 
Do arfante peito teu 
Tu és a forma ideal 
Estátua magistral oh alma perenal 
Do meu primeiro amor, sublime amor 
Tu és de Deus a soberana flor 
Tu és de Deus a criação 
Que em todo coração sepultas o amor 
O riso, a fé, a dor 
Em sândalos olentes cheios de sabor 
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor 
És láctea estrela 
És mãe da realeza 
És tudo enfim que tem de belo 
Em todo resplendor da santa natureza 
Perdão, se ouso confessar-te 
Eu hei de sempre amar-te 
Oh flor meu peito não resiste 
Oh meu Deus quanto é triste 
A incerteza de um amor 
Que mais me faz penar em esperar 
Em conduzir-te um dia 
Ao pé do altar 
Jurar aos pés do onipotente 
Em prece comovente de dor 
E receber a unção da tua gratidão 
Depois de remir meus desejos 
Em nuvens de beijos 
Hei de te envolver até meu padecer 
De todo fenecer


O Guerreiro...



22/04/2014

Dia da terra...



O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.


Natureza é Medicina

Minh’alma descobriu onde descansar
Um alívio das barbáries do dia a dia
Achou retiro, estadia
Agora brinca n’um parque a luz do luar.

Minh’alma é toda preguiça
Assentada em uma rede de paz
Olha pro horizonte e avista
O vôo das aves de rapina.

Saboreando a ceia mais farta
Sob olhares de dóceis animais
Use suas mãos e reparta
O mel do amor que aqui há.

Melhor que a natureza como pronto-socorro
Não existirá em quaisquer dimensões
Vive em sua beleza e adornos
E os ventos e águas que tocam com as mãos.

Médici sarati, natura curati
É uma ajuda aos reis com o seu ganha pão
Esquecer dos médicos seria um disparate
Medicina e natureza fazem grande união.


André Anlub 

Ótima terça a todos.

Artista do reino unido, Jamie Poole, cria retratos com poemas impressos cortados em pedacinhos. 



Fonte: somentecoisaslegais 

20/04/2014

Coração de um ser otimista (Ótima semana)



Coração de um ser otimista
(23/2/11)

No lume de caminhos claros,
Em ruas bem calmas,
Ao som de pianos clássicos,
Sigo com passos certeiros.

Vejo roseiras em alfobres,
Perfumando o nariz distraído,
Adornando em insano colorido,
O preto e branco da tempestade.

E na fotografia da mente
Que, enfim, a memória revela,
Com efeitos da primavera
Vejo a janela da realidade.

Risquei do foco a tristeza,
Fiz macro nos suntuosos detalhes;
Acolhendo os desprovidos na sina,
Regando o tempo na filantropia.

De cada gesto altruísta
Eclode nova majestosa flor,
Embelezando o jardim escondido
No coração de um ser otimista.

Sei que existe um ser maior, quiçá um poeta de asas
Tão antigo quão sementes de favas, que semeia o bem verdadeiro
Com notória paciência de Jó.

Prezo os amigos que ficaram ao meu lado em tempos idos de épocas negras;
Quando fiquei doente (pesado fardo)
Falando línguas estranhas e abraçado aos capetas.

André Anlub